sábado, 21 de janeiro de 2017

Entrevista - Dezival Ribeiro dos Reis


O piloto comandante do PDS no tempo do Teixeirão


O comandante Dezival Ribeiro dos Reis hoje fazendeiro, pode ser considerado pioneiro de Rondônia, pois, de piloto do Ministério dos Transportes e de empresa mineradora de cassiterita, conseguiu se eleger presidente do Partido Democrático Social – PDS disputando com o candidato do poderoso governador Jorge Teixeira de Oliveira. “Ganhei do candidato dele por um voto”. Teve a coragem de dizer em audiência com o então presidente João Batista de Figueiredo que o candidato dele a presidência da república, Mário Andreazza não teria mais do que três votos entre os delegados do partido em Rondônia. Teve a coragem em dizer ao amigo Jorge Teixeira que solicitou que ele levasse um presente a uma jovem que se dizia grávida dele (Teixeirão). Que não levaria o presente porque o filho “Não é seu governador”. Dezival apesar de ser o manda chuva do PDS, jamais assumiu cargo de secretário de estado e nem foi candidato a deputado ou outro cargo qualquer. “Para não dizer que nunca assumi um cargo Comissionado no governo, fui presidente da CAGERO no governo de Osvaldo Piana”.
O homem que se quisesse, seria um dos maiores latifundiários de Rondônia, tem apenas uma fazenda de 450 hectares. Quinta feira passada à tarde, eu e o fotografo J. Gomes gravamos a entrevista que segue:

ENTREVISTA


Zk – Quem é o Dezival?
Dezival – Sou Goiano, porém quando vim pra cá, estava morando em Brasília. Era comandante (Piloto) funcionário federal do Ministério dos Transportes, aliás, o comandante mais novo que tinha na frota. Pedi licença sem remuneração por um ano e vim pra cá pra Rondônia. Aqui comprei um avião em sociedade com um colega piloto que também era do Ministério. Esse colega veio na frente e começou a voar e naquela ganância de ganhar dinheiro, esqueceu de abastecer o avião, caiu e morreu.
Zk – Depois desse desastre?
Dezival – Não esmoreci, comprei outro avião em sociedade com outro piloto do mesmo Ministério e comecei a vida de novo. Estava com 28 para 29 anos de idade quando aqui cheguei no dia 8 de fevereiro de 1968. Nasci no dia 9 de maio de 1938.
Zk – Fale sobre sua vida de piloto de aeronave em Rondônia?
Dezival – Comecei a voar aqui para a Cia Estanifera do Brasil que tinha as subsidiárias CIVA e Mibrasa, transportando cassiterita, veja bem, eu nunca gostei de ser aventureiro, de ficar atrás de garimpeiro pra levar e trazer do garimpo. Gostava de voar mais barato e em conseqüência disso, fiz negócio com a CIVA e com a Mibrasa os diretores eram o Dr. Napolitano e o Dr. Cássio entre outros e fui me entrosando com os empresários daqui. Enquanto os colegas pilotos disputavam os garimpeiros eu voava com a diretoria das empresas e transportava cassiterita obedecendo às normas da aviação, ou seja, não excedia o peso.
Zk – Qual o nome do garimpo?
Dezival – Naquele tempo só existiam dois municípios, Porto Velho e Guajará Mirim o resto era Distrito ou Vila, hoje são 52 municípios e eu ajudei a fundar quase todos eles. Respondendo a sua pergunta. Voava para os garimpos SPI, Marechal Rondon, Ariquemes, Massangana. Meu reduto mesmo era onde hoje é Campo Novo. Naquele tempo ninguém era dono de nada aqui, não tinha proprietário de terra, não tinha fazenda. O maior fazendeiro daqui ficava na Vila de Rondônia, era o Zé Milton Rios que tinha umas 800 cabeças de gado. Hoje Rondônia tem quase 20 milhões de cabeça. Conheço um fazendeiro que sozinho, tem mais de 120 mil cabeças de gado é o Garão Maia cuja fazenda fica em Chupinguaia.
Zk – Lembro que o senhor foi presidente do PDS. Como aconteceu isso?
Dezival – Comecei a trabalhar e ganhar dinheiro... Quando cheguei aqui o governador era o Cel. Assunção Cardoso. Depois passou Ghaiva, João Carlos Henrique duas vezes, Cel. Guedes até chegar o Cel. Jorge Teixeira. Na gestão do Coronel Guedes entrei para a política, o partido era a ARENA e ele me pediu para ajudar a eleger o Isaac Newton deputado federal que não era nada na vida, a não ser o  gerentezinho de um banco lá em Guajará Mirim.
Zk – É verdade que ele resolveu fazer o Isaac deputado em virtude de uma briga com o Odacir?
Dezival – Houve uma desavença... Era tudo do mesmo partido. Acontece que o Odacir fez uma “panela” e botou só gente fraca, colocou o professor Teixeira e então o Cel. Guedes disse, vou lançar o Isaac e acabou que o Isaac ganhou a eleição, aí fui tomando gosto pela política, sempre ia a Brasil e procurava me inteirar dos acontecimentos político, os bastidores. Quando o Teixeira assumiu o governo do Território de Rondônia me chamou e me convidou para criar o PDS. Lembro como se fosse hoje. O Rochilmer Rocha já trabalhava com ele e foi quem me disse que o governador queria falar comigo. Quando cheguei o Teixeirão foi dizendo: To com a ficha do PDS pra você assinar. Minha ficha foi a número seis.
Zk – E como foi que o senhor se elegeu presidente do PDS?
Dezival – Fui secretário geral por um tempo. A história da minha eleição para a presidência do partido foi considerada “zebra”; o jornal Alto Madeira publicou uma charge onde minha cabeça era colada no corpo de uma zebra. Ganhei a eleição pela diferença de um voto do candidato do Teixeirão. Acontece que os senadores Galvão Modesto, Odacir Soares e os deputados Chiquilito, Rita Furtado e Dr. Rachid se desentenderam com o Teixeira e eu fiquei do lado deles. O candidato do governador Teixeira foi o senador Claudionor Roriz. Eu só ganhei porque o Teixeirão não foi votar. Ele declarou à época: “Se fosse candidato único eu ia votar...” e nem o Cel., Arnaldo Martins que era deputado federal. Quando terminou a eleição fui ao palácio, afinal de contas eu era muito amigo do Cel. Teixeira e fui muito bem recebido. Ele apenas fez uma recomendação: “Só não quero que você traga aqui o Mauricio Calixto e nem o Mário irmão dele. Os demais tudo bem”.
Zk – E depois dessa eleição, como ficou seu relacionamento com o governador Teixeira?
Dezival – Ficamos mais amigos e eu sempre dava idéia pra ele: Governador, por que o senhor não convida nossa bancada federal para um jantar em sua residência com o objetivo de se discutir a melhor política para o estado e ele não aceitava. O problema é que ele não queria dividir o poder com ninguém, era só ele e mais ninguém. Nessa mesma balada sugeri que ele chamasse o Bianco que era o presidente da Assembléia e os deputados do partido para uma conversa em sua residência e ele ficou irredutível. O clima foi ficando ruim entre eles, comigo não, até que chegou o ponto do presidente da república João Batista de Figueiredo ficar sabendo e me procurou. Repara bem: To chegando à sede do PDS na rua José Bonifácio e a secretária disse: Presidente tem uma ligação de Brasília pro senhor, atendi e era a Dra. Mercedes da Casa Civil da presidência e ela foi dizendo: “O ministro Leitão de Abreu me deu a incumbência de avisá-lo que o presidente Figueiredo quer falar com o senhor” e passou o telefone para Leitão que me disse que o presidente queria falar comigo sobre o que estava acontecendo entre os senadores, deputados federais e estaduais contra o governador Jorge Teixeira.

Zk – E o encontro com o presidente João Figueiredo?
Dezival – Assim que terminei de falar com o ministro liguei pro meu padrinho senador Odacir Soares que recomendou que embarcasse imediatamente para Brasília, a audiência com o presidente ficou marcada para quarta feira e eu saí daqui pra lá na segunda feira. Nunca havia entrado no palácio da Alvorada, nunca havia falado com um presidente da república. Depois de passar pelos protocolos de praxe me vi frente a frente com o presidente da republico e mais, em seu gabinete, uma honra. Antes disso o major Dourado da Casa Militar me orientou: “Quando o senhor entrar vai dar de cara com muitos jornalistas, fotógrafos de todos os lados, não se preocupe, siga em frente, não responda nada. A fala com o presidente não pode passar de 18 minutos, certo”.
Zk – Qual o assunto da conversa?
Dezival – Na época estava em discussão à eleição para a presidência da republica e o PDS tinha dois candidatos, Mário Andreazza que era o candidato oficial e o Paulo Maluf. Ele quis saber sobre o relacionamento do Coronel Teixeira com os nossos delegados eleitores e eu expliquei que o Teixeira apesar de ser uma pessoa muito boa não é bem quisto pela classe política em virtude de não querer ouvi-la. O presidente ponderou: “O Teixeira é assim mesmo” e me contou alguns causos do Teixeira militar, até que entrou no assunto principal, perguntando o que eu achava da eleição do Mário Andreazza e eu respondi, em Rondônia ele não ganha, não terá mais do que três votos. “Não é possível, não é isso que o Teixeira fala! Por que você acha que o Maluf tem esse prestígio em Rondônia?”. Porque o Doutor Paulo Maluf, liga, passa telegrama pras mulheres dos delgados, ta sempre em contato pedindo voto. Resultado, na convenção Mario Andreazza só conseguiu três votos o do governador Jorge Teixeira, Marize Castiel e o do João Wilson. Depois recebi uma correspondência do presidente Figueiredo dizendo que nunca tinha visto um homem leal e sério como eu.
Zk – Vamos começar a encerrar nossa conversa. O senhor disse e é verdade, que ajudou a criar quase todos os municípios de Rondônia. Em virtude disso conseguiu muita terra?
Dezival – Só tenho uma fazenda e assim mesmo é considerada pequena. A respeito da sua pergunta. Certa vez chego a Cacoal e o Catarino Cardoso me apresenta um mapa e diz: Comandante, o senhor pode escolher até cinco lotes, eles chamavam Data, só vai pagar a taxa de expediente e nada mais e me mostrou uma área muito grande, não aceitei dizendo: Isso aqui não vai passar disso.  Nesse terreno que ele queria me dar, hoje é a Fundação Bradesco e Cacoal é um dos municípios mais ricos do nosso estado. Assim foi com o Coutinho em Vilhena, com Vicente Homem Sobrinho em Pimenta Bueno e em Ji-Paraná. Não tenho um palmo de terra a não ser esse terreno que consegui no tempo do Capitão Silvio do INCRA que é a fazenda Santa Maria de 450 hectares com umas 150 cabeças de gado.
Zk – Casado?
Dezival – Há 22 anos com a rondoniense nascida e criada aqui que é a Tânia.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Elizabeth Savala, apresenta peça em Porto Velho

A atriz global Elizabeth Savala, uma das grandes divas do teatro e da TV brasileira, estará em Porto velho no mês de abril para apresentar seu novo trabalho, a comédia “A.M.A.D.A.S – Associação de Mulheres que Acordam Despencadas”, de Regiana Antonini. A atriz está em turnê pelo Brasil e incluiu Porto Velho no roteiro das apresentações. Esta é a primeira vez que Savala vem a Rondônia.
A peça está lotando os teatros nos estados onde já foi apresentada. No monólogo, a atriz aborda o envelhecimento e mostra, de maneira cômica e intensa, como a mulher atual encara essa realidade diante das pressões e cobranças por parte da sociedade, que exige cada vez mais senhoras de corpos perfeitos, sem direito a mostrar os sinais da idade.
“Somos vítimas de uma sociedade cada vez mais fútil”, afirma a diretora do monólogo. Para ela, a peça é uma forma de chamar a atenção das pessoas sobre a obsessão em ser eternamente jovem, chegando, muitas vezes, ao exagero nas cirurgias plásticas. “Esse trabalho serve de reflexão, porém uma reflexão feita de forma divertida”, completou.
Aos 61 anos, Elizabeth Savala sempre esteve entre o elenco de destaque nas novelas da Globo como Gabriela, O Grito, Estúpido Cúpido, Pai Herói, Plumas e Paetês, Chocolate com Pimenta, Alma Gêmea. Mas foi em Chocolate com Pimenta, interpretando Jezebel, que ela se consolidou com uma atriz com veia cômica. Seu mais recente trabalho na emissora foi na novela das 18 horas, “Êta Mundo Bom”, no papel de Cunegundes. (Emília Araújo)

Loalwa Braz, do grupo Kaoma, é encontrada morta


A cantora Loalwa Braz, do grupo de lambada Kaoma, foi encontrada morta nesta quinta-feira (19), carbonizada dentro de um carro em local próximo de sua casa, em Saquarema, na região dos Lagos, no Rio de Janeiro. A morte da artista de 63 anos foi confirmada pela assessoria de imprensa da Polícia Civil.
De acordo com o Corpo de Bombeiros da região, uma equipe foi acionada às 3h50 para conter um incêndio no sótão da pousada Azur, de propriedade de Loalwa. Às 6h, a mesma equipe atendeu a uma outra chamada, desta vez para apagar o fogo em um carro modelo Honda Civic, onde foi encontrado um corpo totalmente carbonizado no banco traseiro.
O assessor de imprensa da cantora, Vinicius Belo, disse que a pousada Azur, embora ficasse em um lugar bastante afastado, não tinha segurança. "Loalwa não tinha medo de assaltos", contou ele, que trabalhava há oito anos com a artista.
Loalwa tinha acabado de se curar de um câncer no ovário e se preparava para regravar seus principais sucessos remixados em outros estilos musicais.
Sucesso da lambada
Loalwa era vocalista do grupo de lambada de maior sucesso dos anos 1980. O Kaoma, fundado em 1985, ganhou notoriedade mundial com hits como "Chorando Se Foi", "Dançando Lambada" e "Lambamor". Atualmente, Loalwa vivia em Saquarema, enquanto seu marido, o empresário francês Eric Levesqueau, mora na França.
Ela nasceu no Rio de Janeiro e cresceu em uma família musical. Seu pai era chefe de orquestra popular e sua mãe, pianista clássica. Ao todo, o Kaoma vendeu mais de 25 milhões de discos em todo o mundo e ganhou mais de 80 discos de ouro e platina. Na França, onde Loalwa viveu durante muitos anos, "Chorando Se Foi" vendeu 700 mil cópias.

Loalwa se apresentou pela última vez no Brasil em setembro de 2016 em Porto Seguro, dentro de um festival de música de lambada.

Lenha na Fogueira - 20.01.17

Meu prezado amigo e irmão Zekatraca, Deus te proteja! Amigo, faleceu no dia 18.01.17 em Taubaté (SP) o amigo e irmão Paulo Castro França (Paulão). Filho do casal Edite Castro e do saudoso Prof. Dorival França, Paulão foi um dos fundadores da Escola de Samba "Pobres do Caiari". A ausência do Paulão vai deixar saudades!... Abraços, Zeca Mello.
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Paulo França grande parceiro, exímio artista plástico entre outras aptidões. Como escreveu o Zeca Melo foi um dos fundadores da escola de samba Pobres do Caiari. Na realidade, fez parte daquele bloco de sujo, que desfilou no carnaval de 1964 na Presidente Dutra. Foi esse bloco que deu origem a escola de samba Pobres do Caiari. Nossas condolências à família do Paulão França.
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Ontem num dos corredores de um dos “Edifício Rio” do CPA, dei de cara com o superintendente da Setur Júlio Olivar superfeliz. “Zekatraca, acabei de ser confirmado como superintendente da Setur. O governador Confúcio me chamou em seu gabinete e confirmou que enquanto ele for o governador eu permanecerei a frente da Setur”;
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Júlio transbordando de felicidade, ainda solicitou que eu colocasse na coluna essa notícia, “para acabar com as especulações da própria imprensa, que de vez em quando publica que estou demissionário”. Taí a nota Júlio Olivar.
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O recado foi dirigido explicitamente ao colunista Carlão Esperança que publicou recentemente em sua coluna, que o superintendente da Setur estava sendo fritado aos poucos por um “colega” de governo.
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A nota publicada neste jornal, ecoou por todo Palácio Rio Madeira também conhecido como CPA, saiu do Rio Cautário, passou pelo Rio Guaporé, Rio Mamoré e desaguou Pacaás Novos justamente onde o governador despacha.
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Notando que seu pupilo andava cabisbaixo com tanta boataria, Confúcio Moura o convocou em seu gabinete na manhã de ontem, e anunciou que enquanto fosse governador ele (Júlio) não seria exonerado da Setur.
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Dizem que teve gente que quase acaba com os dedos de tanto roer as unhas. Creio que a partir dessa notícia, acaba a boataria que ecoava pelos corredores do CPA dando conta que o Júlio Olivar a qualquer momento seria exonerado da Setur.
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Enquanto isso a escola de samba Acadêmicos do São João Batista convoca seus brincantes e simpatizantes para carreata de abertura dos ensaios para o carnaval deste ano, que vai acontecer amanhã (sábado), pelas ruas do centro de Porto Velho.
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Na realidade, o cortejo vai sair as 17 horas da sede da escola à rua Alexandre Guimarães com a rua 10 no bairro Agenor de Carvalho, segue pela Jorge Teixeira, Carlos Gomes, Farquar, Rogério Weber até a Associação Salve Jorge na Vila Tupi.
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O samba “Manelão o General da Folia o Rei da Alegria já está gravado na voz do Banana Split e equipe de harmonia da escola e será tocado durante a carreata de amanhã.
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Por falar em samba, hoje tem “A Fina Flor do Samba” no Mercado Cultural com Ernesto Melo e seus “Batutas”. A roda de samba do Ernesto Melo começa as 20 horas.
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Amanhã, também no Mercado Cultural vai acontecer mais um CarnaBeto, comandado pelo Beto Cezar e pelo Nilson do Cavaco.
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Aliás, o Nilson do Cavaco foi mais esperto que qualquer outro diretor de banda carnavalesca e fechou contrato com a Funcultural para tocar no Baile Municipal.
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O Baile Municipal de Porto Velho vai acontecer no dia 11 de fevereiro na Talismâ 21. O convite devem começar a ser distribuído na proxema semana. No Baile Municipal só entra convidado.
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O livro “As Peripécias do General” será lançado no dia 2 de fevereiro durante a inauguração do Calçadão Manelão em frente ao Mercado Cultural. Quer antecipar a compra do exemplar liga pra mim (69) 99302-1960

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Vivaldo Garcia o vereador que virou cantor

Vivaldo Garcia surge com destaque na radiodifusão de Porto Velho, no final da década de 1970 e início da década de 1980, como apresentador (locutor) da Rádio Eldorado do Brasil (AM).
Em virtude do sucesso do seu programa, se elegeu vereador em 1982. Vivaldo se destacava junto aos seus pares e o público de modo geral, pelo vozeirão grave, além de ser bom orador. Peemedebista juramentado, tinha como ídolo, o então deputado Jerônimo Santana famoso pelos seus pronunciamentos na Câmara dos Deputados, criticando a ditadura militar. Vivaldo conseguiu se eleger presidente da Câmara de Vereadores de Porto Velho e então, resolveu gravar um LP (disco de vinil) com músicas de compositores locais e de sua própria autoria.
Com o lançamento do LP “Melô do Pacu Grande”, conseguiu destaque em toda região Norte e no Nordeste entrou pra valer no Ceará. Enquanto na Amazônia o sucesso era a música “Melô do Pacu Grande” cujo clipe foi gravado com uma jovem “popozuda”, dançando em cima das bancas de peixe do Mercado Central vestida numa saia bem curtinha, no Nordeste o destaque foi a música “O Convencido” que se transformou no Hino da Associação dos Cornos de Rondônia - ASCRON.
Tião Valladares (c) prefeito 
Vivaldo além de vereador foi secretário de Obras na gestão do prefeito José Guedes. Em consequência do sucesso como cantor, Vivaldo se transformou em boêmio irresponsável e pouco comparecia a Câmara e terminou por não se reeleger.
Uma das cenas que entrou para o anedotário político do parlamento mirim de Porto Velho, é contada nesta edição pelo fotografo Rosinaldo Machado:

Vereador quebra a Tribuna da Câmara

O Vereador Vivaldo Garcia, do PMDB, que ficou nacionalmente conhecido como compositor e cantor do Bregão "Melô do Pacu Grande", assustou e divertiu o público presente na sessão da Câmara de Vereadores de Porto Velho, do dia 23 de junho de 1983, pelos modos exaltados e descontrolados quando começou a fazer seu habitual pronunciamento na Tribuna da Casa de Leis do Município. Demostrando total descontrole e olhos arregalados, ele batia com tanta força no púlpito que acabou tirando lascas e pedaços e em seguida desmontou toda a tribuna.
Lucindo Quitans chamou a segurança
Vivaldo Garcia atacou furiosamente o prefeito Sebastião - Tião - Valadares e seus Secretários, chamou o Governador Jorge Teixeira de "MILICO BIÔNICO E DITADOR" e depois descarregou sua ira contra a Caerd, Ceron e Detran e foi enveredando por diversos assuntos sempre relacionados com os problemas que a cidade tinha.
Quando ele deu a última porrada na tribuna e ela desabou, ele veio junto, para a alegria das pessoas que estavam nas galerias.
Com todos os vereadores de pé, assustados e surpresos com a atitude de Vivaldo Garcia, o vereador Lucindo Quitans do PDS, solicitou a providência da mesa diretora, que imediato acionou o departamento médico e então o Dr. Genival Queiroga lhe aplicou um calmante e deu alguns pontos em sua mão direita que ficou machucada por causa da sua fúria.
Antes de ser retirado do plenário, ele pediu desculpas e disse que pagaria um carpinteiro para refazer a Tribuna que foi destruída.
O comentário do dia seguinte foi: A MENINA DO PACU GRANDE TRANSTORNOU A CABEÇA DO VEREADOR. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Lenha na Fogueira - 18.01.17


La vem mais uma cheia do Rio Madeira causando transtorno para os ribeirinhos. Na realidade quem causa transtorno mesmo é a Defesa Civil e a imprensa que após a grande cheia de 2014, passou a se apavorar com qualquer subida do rio, por menor que seja.
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Para quem conhece o Rio Madeira sabe que suas enchentes já provocaram a criação de vários bairros em Porto Velho. Pedacinho de Chão, Vila Tupi e o Condomínio que fica no inicio da estrada de Santo Antônio entre outros.
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Os moradores do Bairro Pedacinho de Chão e Vila Tupi moravam na Baixa da União e ainda tem o bairro da Liberdade, que apesar de não ter sido criado em virtude da cheia do Rio Madeira tem a ver com a abertura pelo 5 BEC, da rua Norte Sul hoje Rogério Weber.
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Para abrir a Norte Sul, o BEC derrubou o Alto do Bode e o Morro do Querosene além das casas da Baixa da União.  Naquele tempo não se falava em Cai N’água.
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Aliás, o termo Cai N’água ficou conhecido em Porto Velho graças ao Clube Imperial que era do seu “Alumínio” Geraldo Siqueira, que ficava justamente na esquina da rua Almirante Barroso com a Presidente Dutra (naquele tempo essas ruas não eram abertas era só o caminho). 
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O Imperial era num barracão de Pinho de Riga construído no estilo palafitas, justamente porque no tempo das chuvas de inverno, as águas do Rio Madeira e do Igarapé Santa Bárbara alagavam aquela área. Quando acontecia uma briga entre os frequentadores do Imperial, geralmente alguém era jogado pela janela do clube e caía dentro d’água. Daí o termo “Cai N’água”.
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Estou me referindo às décadas de 1950/60. Quer dizer, as alagações naquela área acontecem há muito tempo. O Triângulo nunca alagou, assim como até hoje não alaga. O que está acontecendo com o Triângulo é o desbarrancamento provocado pelo Banzeiro da Usina Hidrelétrica.
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Ali onde hoje está o galpão da Feira do Produtor, o Camelódromo e o Posto São Paulo, era justamente a área da famosa Baixa da União e sempre  alagou, não em grandes proporções como foi à enchente de 2014 e toda vez que alagava, o governo tirava os moradores e criava um novo bairro .
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Acontece que quando a água baixava eles voltavam para a antiga morada e assim foi até que o BEC demoliu todas as casas da Baixa e do Alto do Bode e parte do Morro do Querosene. Mesmo assim, aqueles que continuaram no canal do chamado igarapé do “Burrinho” ou Santa Bárbara continuam utilizando o mesmo expediente, ou seja, ganham casa do governo em outro local e depois voltam.
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E a novela agora com o aval da Defesa Civil que na realidade faz um ótimo trabalho, vai continuar até que o trem volte aos trilhos.
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Quanto ao bairro do Triângulo o problema não é da enchente do Rio Madeira e nem dos igarapés que deságuam no Rio. O caso ali é o Banzeiro provocado pela Usina Hidrelétrica e como ninguém nunca fala sobre isso quando um desmoronamento acontece, o pepino fica pra Defesa Civil resolver.
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Será que aquele desbarrancamento que levou um bocado de carreta para o fundo do rio foi em  virtude de enchente? Ou foi provocado pelo Banzeiro.
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A empresa foi acusada de estar se utilizando de um porto clandestino e pronto.  O Triângulo todo está indo barranco abaixo e a culpa, tenho certeza, não é da enchente do Rio Madeira.
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Se querem colocar o trem pra correr de novo, é preciso primeiro conseguir conter a força do Banzeiro provocado pela hidrelétrica.  Enquanto não construírem a barreira de contenção não adianta se pensar em colocar novamente o trem da Madeira Mamoré correndo de Porto Velho a Santo Antônio.
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Você precisa ver, para saber como era, que andava o Trem da Madeira Mamoré!

Escola de samba São João Batista abre ensaios com carreata

A escola de samba Acadêmicos do São João Batista, vai abrir a temporada de ensaios deste ano, no próximo sábado dia 21, promovendo uma carreata pelas ruas de Porto Velho. Segundo o presidente Alberto Rodrigues o Pai Beto a concentração será a partir das 15 horas no barracão de fantasias, à rua Alexandre Guimarães com a rua 10 no bairro Agenor de Carvalho. A saída está marcada para as 17 horas. “Passaremos pelas ruas do centro de Porto Velho, seguindo para o bairro São João Batista e de lá até a Associação Salve Jorge na Vila Tupi local onde passaremos a realizar nossos ensaios visando os desfiles das escolas de samba deste ano”, disse Pai Beto.
Homenagem ao Manelão
O enredo da São João Batista é “Manelão – General da Folia, o Rei da Alegria”, pesquisa de Silvio M. Santos com o samba da parceria Carlinhos Maracanã e Jair Monteiro, o responsável pela criação dos figurinos e alegorias é o Pai Beto. O carro de som da escola contará com o interprete principal Banana Split auxiliado pelos cantores Silvinho e Thiago Paiva e como beck vocal Cristiane Castro (Cris) e Bernadete Berna.
A partir de sábado 21, os ensaios passam a acontecer sempre de quarta à sexta feira. “O ensaio geral será no dia 1º de março”, informa o Mestre da Bateria Silfarney Silva.

De acordo com Regulamento da Federação das Escolas de Samba – FESEC a São João Batista será a quinta escola a entrar na Passarela Edson Fróes que será montada no Parque dos Tanques no dia 4 de março.