sábado, 21 de outubro de 2017

Carlos Alberto Paraguassu

                        A importância da preservação dos quelônios

Entre os dias 12 e 15 deste mês, aconteceu a subida de tartarugas e tracajás para a desova nas praias do Vale do Guaporé. Este ano o superintendente do IBAMA em Rondônia, fez questão de acompanhar o trabalho dos técnicos do órgão federal em parceria com a Ecovale que tem o Zeca Lula como especialista no assunto preservação de quelônios. Além do Carlinhos Paraguassau, o fotografo Rosinaldo Machado também participou da ação cujo ápice, deve acontecer a partir do dia 4 de dezembro, quando acontece o fenômeno da eclosão, que este ano, está estimado em mais de 2 milhões de filhotes.

ENTREVISTA


 Zk – Você é de onde?
Carlos Alberto – Nasci no distrito do Iata em Guajará Mirim em 1960.

Zk – Vamos falar sobre a desova das tartarugas e tracajás este ano no Vale do Guaporé?
Carlos Alberto – Esse é um projeto que chamamos de Quelônios da Amazônia que vem desde a década de 1970 no Vale do Guaporé. Antes do IBDF assumir, era um projeto que estava sob a coordenação e execução da antiga secretaria de agricultura do ex território de Rondônia. Hoje a responsabilidade da preservação das tartarugas e tracajás é do IBAMA em parceria com a Ecovale.

Zk – Antigamente o reduto de tartarugas e tracajás era nas praias do rio Madeira em especial na Praia do Tamanduá. Alguns dizem que essas espécies foram levadas daqui, pro Vale do Guaporé. É verdade?
Carlos Alberto – Isso é um pouco de mito! Naturalmente o berço do projeto de preservação foi no Vale do Guaporé, o povoamento. Na realidade toda extensão da bacia do Madeira possui quelônios, em menor proporção.

Zk – Há alguns anos, mantive contato com uma equipe de biólogas lá em Costa Marques que pertenciam ao Tamar. Você sabe se aquelas biólogas trabalhavam para o IBDF ou IBAMA na época?
Carlos Alberto – Passaram muitas pessoas por lá, por esse programa de preservação, porém, com todo o cuidado que a gente tem do manejo que corresponde a proteção da desova, o recolhimento desses ovos, a leva a um criadouro, até o processo de eclosão, nascimento do filhote, até a soltura, demanda tempo, um período de aproximadamente seis meses. Tivemos a felicidade de nos últimos tempos, termos aqui, a presença marcante e decisiva da Ecovale que é uma Associação Comunitária Quilombola do Vale do Guaporé hoje sob a presidência do nosso amigo Jorge, mas, quem está a frente dos trabalhos de campo, que faz toda a articulação política é o nosso amigo Zeca Lula. O trabalho que estamos fazendo hoje, apesar de ter um programa nacional, é muito mais de fiscalização, que é diferente de proteção. Pela extensão do Vale do Guaporé demandaria uma equipe muito grande, tanto de servidores como pessoas treinadas pra fazer essa proteção. É o que a Ecovale faz.

Zk – Vocês tem a estimativa da população de quelônios atualmente no Vale do Guaporé?
Carlos Alberto – Pra se fazer uma estimativa é preciso uma sequencia histórica. Por alguns anos, o programa ficou um pouco debilitado, no sentido da proteção do poder público. Com esse distanciamento das ações mais diretas, perdemos o fio da meada. Retomamos a partir do ano passado com as ações mais efetivas com a presença do IBAMA na fiscalização e com a legitimação e acompanhamento, supervisionamento das ações da Ecovale, como também um trabalho que estamos desenvolvendo junto a toda população do Vale no sentido de que cada morador, cada pessoa que visite o Vale do Guaporé também seja um protetor dos quelônios. Posso dizer que com a nossa presença no Vale do Guaporé, as ações da Ecovale passaram a ter o respeito de todos aqueles que usam o Vale do Guaporé e que por ventura se aventuram em cometer um crime ambiental.


Zk – Tem como estimar a quantidade de tartarugas que desovaram este ano?
Carlos Alberto – Nosso biólogo Alexandre pode responder com mais precisão por que ele acompanhou melhor. Nossa presença foi apenas durante dois dias. A saída das tartarugas para desova, também foi registrado pelas nossas imagens e pela contagem de pesquisadores de diversas instituições que participam do programa que é também de interesse científico. Este ano, pela proteção que houve com um trabalho prévio de orientação e educação ambiental e da legitimação da Ecovale, foi o ano que mais saiu tartaruga e tracajás para a desova.

NR – O fotografo Rosinaldo Machado que acompanhou a desova, nos informou que os técnicos estimaram em aproximadamente 30 mil tartarugas e tracajás que saíram para desovar em 2017.

Zk – Com esse recorde, dá para estimar quantos filhotes vão eclodir?
Carlos Alberto – A eclosão está prevista para começar lá pelo dia 4 de dezembro. É provável que o número de filhotes ultrapasse os 2 Milhões, pois ainda há tartaruga desovando. Vale salientar que nascem muitas mais tartarugas que tracajás.

Zk – Quais são os grandes predadores?
Carlos Alberto – Temos diversos predadores, tanto terrestres, como aéreos como os que estão na água. Porém, o predador cruel é o ser humano, ele vai la e pega os primeiros ovos.

Zk – Existe uma previsão para o consumo desses animais, ser liberado?
Carlos Alberto – Alguns estados da federação têm criadores legalizados. Em Rondônia não temos nenhum criador legalizado para comercializar nenhum tipo de espécie.

Zk – Existe a possibilidade de se legalizar?
Carlos Alberto – Existe a legislação própria pra isso, com todos os critérios, porém até hoje não apareceu nenhum empreendedor disposto a cumprir todas as regras, aqui em Rondônia.

Zk – Você falou em parceria com os quilombolas. Não seria o caso de se preparar essas comunidades no sentido atuarem como criador com direito a comercializar as espécies?
Carlos Alberto – Não se aventou nenhuma possibilidade a respeito disso. Os quilombolas estão desempenhando um papel importantíssimo, que é de preservação. Eles por ser consumidor nato, pois, quelônio faz parte do cardápio da cultura dos quilombolas do Vale do Guaporé, com o passar do tempo e com a agressividade da exploração que ocorria, houve uma manifestação espontânea dessas pessoas que vivem em condições de extrema precariedade em se organizar, para defender algo que eles consideram integrante da natureza.

Zk – O Vale do Guaporé não é apenas Brasil tem o lado boliviano. Eles os bolivianos também se preocupam com a preservação das espécies?
Carlos Alberto – A Bolívia hoje tem um programa levado muito mais a cabo que aqui no Brasil. No período da soltura dos quelônios o Ministro do Meio Ambiente vem pessoalmente participar, ou seja, eles estão muito bem estruturados no programa de preservação dos quelônios do lado boliviano.

Zk – Por você ser um rondoniense nato e da região de Guajará Mirim onde se consumia muita tartaruga e tracaja. Qual o seu prato preferido. É a farofa do casco ou o sarapatel?
Carlos Alberto – Sorrindo... Pois é, você sabe que a tartaruga e o tracajá foi cardápio. Inclusive é um prato muito rico em proteínas e lipídios, fazia parte do cardápio das populações mais antigas em épocas passadas. Era outra legislação, a população se alimentava desses bichos silvestres sem grandes problemas, com o passar do tempo as coisas foram mudando e a gente foi se adaptando a novos tempos. O grande problema naquela época é que se capturavam as fêmeas quando elas saiam pra desovar. Isso foi que levou a diminuição drástica da espécie.

Zk – Por que o Vale do Guaporé foi escolhido para o desenvolvimento do programa de preservação de quelônios?
Carlos Alberto – No caso do Vale do Guaporé, por ser uma região mais afastada, menos ocupada humanamente foi que se projetou um programa de preservação de quelônios naquela região que hoje já sofre pressão muito grande. Os municípios estão crescendo, a população tá chegando. Hoje o fluxo de turista é muito grande, principalmente nessa época do ano. Aquilo é uma coisa muito bela.

Zk – Vamos tomar como exemplo a eclosão deste ano que deve ultrapassar os 2 milhões de animais. Quantos conseguem chegar à idade adulta?
Carlos Alberto – A taxa de sobrevivência, vamos dizer que é 1 pra 10. É muito pouca. A tartaruguinha é consumida tanto pelas aves, como pelos peixes. Isso faz parte da cadeia natural. Esse é um processo que ocorre sem a intervenção do homem e tudo nesse ciclo da vida, está no seu devido lugar.

Zk – Para encerrar. Como é administrar o meio ambiente, principalmente na Amazônia?
Carlos Alberto – O IBAMA aqui em Rondônia é uma superintendência e por força da própria Portaria que normatiza as atribuições e o Regimento Interno do IBAMA, é muito clara em seu artigo 122 que as superintendências estaduais compete tão somente a coordenação, planejamento e operacionalização e execução das ações do IBAMA e a supervisão técnica demandadas pelas diretorias. Hoje, pela portaria normativa nº 14 de junho de 2017, com a descentralização do órgão, as superintendências que é o nosso caso, ela se encolhe cada vez mais.  Para você ter uma idéia, hoje temos uma superintendencia em Porto Velho e duas unidades técnicas para atender 52 municípios. Uma unidade em Vilhena e outra em Ji Paraná. Temos setores que não têm funcionários. O órgão ta encolhendo cada vez mais. Quase 50% dos servidores já estão recebendo abono permanência. Eu não sou de reclamar porque isso é questão de gestão. Posso dizer que mesmo com pouco orçamento não houve prejuízo das atividades que são da competência da superintendência.

Zk – E o MAB de Jaci?
Carlos Alberto – Este ano já fomos ocupados três vezes. Essa última, por mais que tenha sido agressiva do ponto de vista do modus operandis como ocorreu, sentamos-nos à mesa de negociação para tentar levar a cabo aquelas reivindicações pautadas pelo MAB e conseguimos com muita conversa, muito dialogo e reais possibilidade de soluções de algumas demandas fazer com que o MAB desocupasse nosso prédio. Isso precisa de muita manobra, muito equilíbrio, muita conversa, tendo em vista que a superintendência e a pessoa do superintendente chegou no limiar da sua competência legal e ilegal de resolver as questões que estavam sendo negociadas. Tudo que foi possível nós fizemos. É como diz o João Marcos um dos lideres do Movimento: “Somente um sangue caboclo, um sangue de índio, um sangue ribeirinho, muita traquilidade e muito diálogo consegue minimizar uma coisa que estava a ponto de explodir”. É muito caldo de galinha, muita paciência, porque a gente sabe que aquele momento de explosão passa. Essas demandas que existem são decorrentes dos passiveis nos âmbitos sociais e ambientais das usinas, tanto de Santo Antônio como de Jirau. Hoje temos o MAB, Jaci Paraná, Joana D’arque e o MAB Jirau. É isso. Obrigado!  

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Lenha na Fogueira - 21.10.17

A Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), por meio da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Assuntos Estudantis (PROCEA), realizará no período de 21 a 27 de outubro, nas cidades de Porto Velho, Guajará-Mirim, Ji-Paraná, Cacoal e Rolim de Moura, o III Festival UNIR Arte e Cultura.
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A abertura oficial do evento acontecerá no Teatro Guaporé, em Porto Velho, neste sábado, 21, a partir das 19h.
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O objetivo do Festival é criar um espaço para a divulgação da arte e da cultura local, estabelecendo o intercâmbio entre os agentes que as promovem, provocando discussões e ampliando debates acerca da Política de Cultura da UNIR, que contribui para a formação dos discentes e da sociedade em geral.
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Visa ainda consolidar a Universidade como espaço de fomento, produção e difusão da arte, assegurando a diversidade histórica, cultural, social e étnica das manifestações culturais e produções artísticas.
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O evento promoverá oficinas, minicursos, apresentações musicais, lançamento de livros, apresentações teatrais, entre outras atividades.
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Confira a programação completa de cada campus no site do Festival: www.arteecultura.unir.br. Para participar das oficinas e minicursos é necessário realizar a inscrição prévia emhttps://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdJ6gVECOiTJ7S3rDNTWxOjO3UgNIKwkazg65i8SxklQcBtlA/viewform.
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Para mais informações, entre em contato com a PROCEA através do telefone: 2182-2254 (DEC/PROCEA) ou pelo e-mail: cultura@unir.br.
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Por falar em arte na Unir, o artista em artes visuais Ismaerl Barreto que está cursando arte na Universidade Federal de Rondônia, completou idade nova na última terça feira 17, porém, a festa maior vai acontecer no dia de hoje. Só não divulgo o local, para não superlotar. Tenho certeza que estarão presentes, representantes das escolas de samba, teatro, dança, show, música, artesanato e tudo quanto é segmento cultural.
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É isso mesmo, Ismael pode ser visto tanto trocando uma lâmpada, como montando o cenário por ele produzido, em um palco de teatro, assim como pode ser aplaudido na avenida apresentando alegorias em enredos carnavalescos e ainda como folião ou pajem da Corte do Rei Momo durante todo o carnaval. Parabéns ao nosso artista completo, Ismael Barreto!
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Hoje termina a 15ª edição do Festcineamazônia. A solenidade de entrega do troféu Mapinguari aos vencedores, começa as 19h, no Teatro 1 do Sesc Esplanada. A entrada é franca.
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A festa de encerramento, contará com a exibição do documentário “Danna Merril – Um Fotografo no Inferno Verde”, seguida da homenagem ao produtor Beto Bertagna. O final mesmo será com o show do Chico Batera.
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Como Porto Velho não consegue parar, quando o assunto é cultura, vem aí logo de cara o Festival de Jaci Paraná e antes que o show da virada chegue, a Funcultural promove no dia 5 de novembro, dia da Cultura, uma série de atividades culturais na praça Aluízio Ferreira a terceira mais antiga praça de Porto Velho.
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Programado para ser apresentado no show do dia 5 de novembro, o musical ”Trinca de Reis” com Ernesto Melo, Sílvio Santos e Bainha por motivo de força maior, foi cancelado. Porém, a programação que a equipe do Ocampo vai realizar é das melhores.

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Os trabalhos do artista local Rafael Barros na intitulada NORTE COLÔNIA continua em cartaz na galeria de artes da unidade Sesc Centro (avenida Presidente Dutra com Henrique Dias ao lado dos Correios). A exposição é composta de 10 fotografias e um videoarte. Norte Colônia foi selecionada como representante da Região Norte na I Convocatória Casa B Residência Artística do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, no Rio de Janeiro/RJ.

Emoção e qualidade dão o tom no Cinema e Música

A quinta-feira (19), na escola de música Jorge Andrade, que recebeu a atividade Cinema e Música, do Cineamazônia, não poderia ter sido melhor: primeiro, a oficina aberta com o baterista e percussionista de fama mundial, Chico Batera.
No começo da noite, o documentário na Batucada da Vida, em homenagem a Batera. Logo em seguida, o Trio do Norte, de Porto Velho, com a participação especial de mais três músicos. “Nós músicos, não precisamos de muito. Nosso cenário é o palco. No meu caso, se tiver uma bateria, já saio tocando. Esse documentário não tem luxo. São conversas descontraídas, falando sobre uma carreira que começou aos quatro anos de idade, quando minha mãe me levou pela primeira vez na quadra da escola de samba Império Serrano”, disse Chico Batera.
Chico Batera, já tocou com nomes como The Doors, Janis Joplin, Frank Sinatra, Pablo Milanês, Tom Jobim, Elis Regina, Fagner e tantos outros. E há quase 30 anos acompanha Chico Buarque.

Tanto que a carreira brilhante e extensa resultou no documentário Na Batucada da Vida, com direção e roteiro de Mauro Costa Júnior, que emocionou os músicos que estavam na platéia para aprender, admirar e aplaudir a história dele. “Para a gente que vive da música, é lindo e inspirador ver uma história como essa. Eu estava muito ansioso para que chegasse logo o dia 19 de outubro, para que pudesse encontrar e apertar a mão do Chico Batera. Ele é uma inspiração para todos nós, que buscamos valorizar a música brasileira”, afirmou Mauro Araújo, tecladista, pianista e um dos integrantes do Trio do Norte, que se apresentou logo após a exibição do filme.
Além de Mauro Araújo, o espetáculo musical do Trio do Norte, grupo musical de Porto Velho, que também é composto por Paulo Araújo (contrabaixo) e Júnior Lopes (bateria), ainda teve a participação especial de David Castro (saxofone e flauta), Eliézer Nascimento (trombone) e Oséas Araújo (guitarra).
Mas de maneira improvisada, o Trio do Norte e o público pediram e Chico Batera atendeu: deu uma canja e tocou duas músicas que encantaram a todos os presentes. “Eu não preciso de partituras. Vocês tocam e eu sigo. Sou baterista, gente”, brincou ele logo ao tomar assento.
Programação
Neste sábado, a partir das 19h, ocorre o encerramento do Festival, que contará com a exibição do filme “Dana Merril - Um fotógrafo no inferno verde” e homenagem ao cineasta Beto Bertagna, além, é claro, da premiação com o Troféu Mapinguari para os melhores filmes da mostra competitiva deste ano. O show do músico Chico Batera fecha a 15ª edição do Festival.
A 15ª edição do Cineamazônia tem o patrocínio do BNDES, Governo Federal, Ministério da Cultura, Secretaria do Audiovisual e da Lei Rouanet. Ainda tem o apoio cultural da Sejucel, Funcultural, Fecomércio e SESC Rondônia. O Cineamazônia é associado ao Fórum dos Festivais e membro do Green Film Network. (Texto: Felipe Corona. Fotos: Beethoven Delano).

HOW NEAR – LIQUEFEITO - Trabalho solo do músico Raoni estréia dia 28 no Sesc


 
Músico oriundo da cena underground Raoni Ferreira faz a estréia de seu trabalho musical solo ‘HOW NEAR - Liquefeito’ no dia 28 de outubro (sábado) no Teatro 1.
Na estrada desde 2002 quando começou na banda Ultimato agora Raoni é um dos integrantes da banda de música instrumental e experimental Tuer Lapin. O músico também participou das bandas T.R.A.P., Recato, Beradelia, As Testemunhas de Giovani e Dub da Lata. Participou de vários eventos musicais tanto em Rondônia como em outros estados. No seu primeiro trabalho solo traz ao palco uma mescla de sonoridades executadas sob efeitos aplicados unicamente à guitarra com a proposta de levar o público à viagens por ‘landscapes’ sonoras, provocar sensações etéreas com a sobreposição de tons, criando momentos de leveza bem como momentos num cenário de tons dramáticos. A apresentação contará com as participações especiais de Bira Lourenço e Gilberto Garcia (Wari). ‘How Near - Liquefeito’ reserva muitas surpresas para o público em ondas sonoras que vale muito a pena conferir.
O lançamento acontece dia 28 no Teatro 1 da Unidade Sesc Esplanada, na Av. Presidente Dutra, 4175 às 20h com entrada franca e classificação Livre.
 HOW NEAR – LIQUEFEITO
Trabalho solo do músico Raoni estréia dia 28 no Sesc

Músico oriundo da cena underground Raoni Ferreira faz a estréia de seu trabalho musical solo ‘HOW NEAR - Liquefeito’ no dia 28 de outubro (sábado) no Teatro 1.
Na estrada desde 2002 quando começou na banda Ultimato agora Raoni é um dos integrantes da banda de música instrumental e experimental Tuer Lapin. O músico também participou das bandas T.R.A.P., Recato, Beradelia, As Testemunhas de Giovani e Dub da Lata. Participou de vários eventos musicais tanto em Rondônia como em outros estados. No seu primeiro trabalho solo traz ao palco uma mescla de sonoridades executadas sob efeitos aplicados unicamente à guitarra com a proposta de levar o público à viagens por ‘landscapes’ sonoras, provocar sensações etéreas com a sobreposição de tons, criando momentos de leveza bem como momentos num cenário de tons dramáticos. A apresentação contará com as participações especiais de Bira Lourenço e Gilberto Garcia (Wari). ‘How Near - Liquefeito’ reserva muitas surpresas para o público em ondas sonoras que vale muito a pena conferir.
O lançamento acontece dia 28 no Teatro 1 da Unidade Sesc Esplanada, na Av. Presidente Dutra, 4175 às 20h com entrada franca e classificação Livre.
 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Lenha na Fogueira - 20.10.17

Mais uma vez, o público de Porto Velho prova, que quando as ações culturais são boas, todo mundo prestigia.
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To falando da 15ª edição do Festcineamazônia que está acontecendo no Teatro 1 do Sesc Esplanada desde o dia 17 passado.
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Não pude comparecer a noite de abertura do Festival, mas, vi pelas fotos que o Teatro estava superlotado.
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No segundo dia não perdi, até porque começou a mostra competitiva e dois filmes rondonienses estavam na programação. Balanceia do Juraci Júnior e Banho de Cavalo de Michele Saraiva e  Francis Madson.
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As duas produções rondonienses são sérias candidatas a levar o troféu  Mapinguari este ano.
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Na noite de quarta feira, logo após a vitória do meu Vasco da Gama sobre o Atlético Goianiense (que estava usando camisa igual a do Flamengo), fui ao Teatro do Sesc.
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A intenção era bater um papo com o Juraci sobre a produção do seu “Balanceia”. Acontece que com a manifestação positiva da platéia, quando o procurei ele já havia se mandado.
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Procurei saber o motivo de sua ausência e ele me disse, que ao ver a reação positiva do público, não agüentou de emoção e teve que se retirar para não passar mal.
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O certo é que o público está prestigiando a programação da 15ª edição do Festcineamazônia. Parabéns a Fernanda Kopanakis e ao Jurandir que agora tá assinando José Jurandir.
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Hoje tem o          “É de poesia que o mun do precisa”. Vamos lá ouvir os poetas selecionados, que contarão com a mediação do Binho.
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Hoje também tem a homenagem a Betty Mindlin e amanhã no encerramento, o homenageado será o Beto Bertagna.
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Agora se você não tá a fim de curtir o Festcineamazônia, vai ao Mercado Cultural prestigiar mais uma apresentação de Ernesto Melo e a Fina Flor do Samba.
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A programação no Mercado Cultural começa sempre as 20 horas.
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Por falar em Fina Flor do Samba, a partir do dia 3 de novembro, o show vai contar também com a participação efetiva do Beto Cezar.
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Inclusive, Beto Cezar já está divulgando nas redes sociais, que a estréia da nova versão da Fina Flor do Samba, vai contar com a participação especial do sambista amazonense de Manaus Junior Rodrigues.

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Enquanto o dia 3 não chega, vamos curtir Ernesto Melo e a Fina Flor do Samba. O samba  no Mercado Cultural é dos melhores. Vamos lá morena!
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Breve, muito breve, será publicado o Edital de Chamamento Público, que vai selecionar a empresa que vai administrar o Mercado Cultural.
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Duas grandes empresas já manifestaram a vontade de administrar o Mercado Cultural. Isso quer dizer, que o negócio é pra valer mesmo, viu Luciana!
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Pelo que fiquei sabendo, o Bar do Zizi vai continuar prestigiado o que quer dizer, que quem vencer a concorrência, não vai poder mexer com a dona Vera. Menos mal.
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Por problemas burocráticos  o show musical “Trinca de Reis”, não vai mais acontecer no próximo dia 5 de novembro Dia Nacional da Cultura na praça Aluizio Ferreira. Pena!
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As demais atrações programadas, irão se apresentar sim, no dia da Cultura na Feira do Porto.
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Tive acesso ao cronograma de ações da Funcultural para até o final do ano, e posso dizer, que o negócio tá funcionando. É uma programação muito boa.
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Já sei até como vai acontecer o show da virada o famoso reiveillon com a queima de fogos e os shows.
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Tá tudo no papel, inclusive os desfiles das escolas de samba e blocos, que segundo o presidente da Funcultural Ocampo Fernandes, irão acontecer sim. “Os desfiles das escolas de samba estão garantidos”, disse Ocampo.
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Vamos ao cinema no Sesc e depois dançar samba no Mercado! 

Balanceia, o documentário Aplaudido de pé no Sesc



O Teatro 1 do Sesc Esplanada, estava com suas dependências totalmente tomadas pelo público, que foi prestigiar a primeira noite da Mostra Competitiva da 15ª edição do Festcineamazônia.
Naquela noite, Rondônia estava representado com dois curtas, “Balanceia” e “Banho de Cavalo”. Após as considerações da mestre de cerimônia Simone Mazzer a competição começou pra valer. O primeiro curta exibido foi “Balanceia” de Juraci Júnior e Thiago Oliveira. A expectativa era grande, já que era estréia do Juraci como diretor de um curta documentário. Juraci escolheu para iniciar a carreira de produtor e diretor de cinema, apresentando a história de um turista que após assistir por três dias, o espetáculo das apresentações dos bois Garantido e Caprichoso no Festival de Parintins, pensando em recuperar as energias, prefere retornar a vida urbana, fazendo a viagem de volta em um “Barco Motor”.

O barulho do gerador do barco e os pensamentos que insistiam em não sair de sua cabeça, durante as noites passadas numa rede, sem conseguir pegar no sono, já que as imagens das apresentações dos bumbás insistiam em colocá-lo dentro do bumbodromo da Ilha. Quando o jovem turista se da conta, descobre que o Barco está no meio do rio cercado por canoas e rabetas com seus tripulantes tentando negociar o chamado momento da “troca”, que consiste, no ribeirinho negociando a troca de suvenir regionais por pertences dos turistas. O som da Batucada do Garantido e da Marujada do Caprichoso, lampeja na mente do turista de primeira viagem, que até chega a pensar que foi acometido de algumas febre amazônica. Tudo não passa de deslumbramento por uma festa que só existe no interior do Amazonas.
Ao subir os créditos, o público plaudiu literalmente de pé o “Balanceia” do Juraci Júnior.

Balanceia – Ficha Técnica

Thiago Oliveira e Juraci Júnior assinam a direção do curta. O roteiro é de Juraci Júnior. Rafael Oliveira é responsável pela direção de fotografia e Fernanda Paiva direção de produção. Elenco Juraci Júnior e Rone Mota. 

Cineamazônia - A Escola Vai ao Cinema

Os olhos brilhavam de expectativa. Os sorrisos eram quase incontroláveis. Foi dessa maneira que estudantes das escolas públicas estaduais e municipal Ulisses Guimarães, 21 de Abril e Saul Bennesby entraram e ocuparam todas as cadeiras do Teatro 1, do SESC Esplanada, na manhã de quarta-feira (18), no primeiro dia da atividade do Cineamazônia “A Escola Vai ao Cinema”.
Dezenas de crianças com idades entre 09 e 11 anos estavam ansiosas para ver filmes curta metragens de animação e ficção de várias partes do Brasil e do mundo. Todos com classificação livre, dentro da faixa etária dos pequenos, mas ilustres espectadores.
O objetivo dessa iniciativa é diversificar a programação e atingir o maior número de espectadores. Outro ponto também é a possibilidade de conquistar um público que não tem o costume de enfrentar as salas de cinema e gerar no meio estudantil a reflexão sobre os problemas ambientais que cercam as cidades brasileiras e a região Amazônica.
A vice-diretora da escola municipal Saul Bennesby, Edna Lopes, aprovou a oportunidade dos estudantes conhecerem um pouco da sétima arte. Ela levou várias crianças de 10 e 11 anos, do 5º ano do Ensino Fundamental, para assistir as produções selecionadas pelo Cineamazônia. “Quando falamos que iríamos levar uma turma para assistir filmes, elas gostaram bastante. Estavam todos muito alegres para vir até aqui. Parece que estão gostando de ter saído um pouco da sala de aula para conhecer um pouco desses trabalhos”, afirmou ela.
Para o fundador e um dos coordenadores do Cineamazônia, José Jurandir da Costa, a atividade irá “despertar nos jovens um contato direto com a arte cinematográfica e com as questões, tanto ambientais quanto sociais, que estarão sendo discutidas durante o festival”.

Inclusão

Já no segundo e último dia d’A Escola vai ao Cinema, a palavras chaves foram inclusão, educação e cultura por meio da sétima arte. Os alunos da Socidade Pestalozzi de Porto Velho também estavam muito animados para assistir os filmes curta metragens do Brasil e de países estrangeiros. São ditos “especiais”, sim, mas com bom gosto e muita alegria para participar de uma atividade que busca a união dos mais diferentes segmentos da sociedade.
Pequenos estudantes de uma escola de educação infantil da Prefeitura de Porto Velho, com idades entre 07 a 09 anos de idade, também se juntaram a eles e também assistiram as produções selecionadas pela curadoria do Cineamazônia.

A 15ª edição do Cineamazônia tem o patrocínio do BNDES, Governo Federal, Ministério da Cultura, Secretaria do Audiovisual e da Lei Rouanet. Ainda tem o apoio cultural da Sejucel, Funcultural, Fecomércio e SESC Rondônia. O Cineamazônia é associado ao Fórum dos Festivais e membro do Green Film Network. (Texto: Felipe Corona).